PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS DO HOMEM
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PLÁSTICA MAMÁRIA MASCULINA

(Ginecomastia: Desenvolvimento Excessivo das Mamas no Homem)
(Redução de mama masculina)

Mais informações
Dúvidas freqüentes


As mamas masculinas que crescem por alteração hormonal ou acúmulo de gordura fazem parte de uma disfunção conhecida como ginecomastia. O trauma psicológico que causa nos jovens e adolescentes só é comparado, nesta faixa etária, ao da orelha de abano. Os meninos não vão à praia, e nem à piscina, porque o ato de retirar a camiseta revela as mamas de aspecto feminino.

O que é a Ginecomastia?

Ginecomastia (literalmente, mamas femininas) é causada por um desenvolvimento excessivo no tecido da região mamária masculina e ocorre nas fases de mudanças hormonais do homem (infância, adolescência e velhice) sem nenhuma patologia de base, na maior parte dos casos. A alteração é normalmente causada por uma variedade de mudanças hormonais, sendo a maioria delas reversíveis durante a puberdade. Ou seja, a ginecomastia é, na maioria dos casos nesta faixa etária, uma condição benigna, tratável e corrigível.

Porém, causas orgânicas devem ser consideradas, especialmente em pacientes mais velhos. Se a condição persistir em um adolescente, a correção cirúrgica é realizada com redução satisfatória na maioria dos pacientes. Lipoaspiração é um procedimento auxiliar no refinamento dos resultados, mas em poucos pacientes pode ser usado como procedimento exclusivo.

A maioria dos homens com ginecomastia são viris, mas seu formato mamário feminino é uma causa importante de vergonha e inibição. Vários fatores sócio-culturais influenciam sua não aceitação pelo homem, sendo nos tempos modernos considerada uma deformidade. Embora vários estudos tenham sido realizados visando expandir as opções medicamentosas para tratamento da ginecomastia, a cirurgia do tecido mamário permanece como o método de escolha para sua correção. Devido ao estresse psicológico ser a razão principal para a indicação cirúrgica, os resultados estéticos têm grande importância para esses pacientes, devendo-se considerar o tamanho da cicatriz e deixá-la o mais imperceptível possível.

Sinais Clínicos, Sintomas e Causas

No homem adulto normal, não há tecido mamário palpável. A ginecomastia apresenta-se como uma massa na região mamária, palpável, variando de 1,0 a 10 cm de diâmetro. Ela apresenta-se geralmente unilateral, podendo desenvolver-se, após meses ou anos na outra mama. Quando as duas mamas estão comprometidas, pode haver assimetria e a história de desenvolvimento, seqüencial ou simultâneo, é importante.

O mamilo e a aréola raramente apresentam mudanças significativas, embora hipertrofia dos mamilos e alargamento das aréolas possam ocorrer. Os sintomas limitam-se à massa palpável e pouca dor à palpação, principalmente nos adolescentes, porém na maioria dos casos, a doença é assintomática.

A maioria dos casos de ginecomastia apresenta-se na puberdade, com uma incidência de 65% entre os jovens de 14 e 15 anos. Essa condição desaparece durante os últimos anos da adolescência, apresentando-se apenas em 7% aos 17 anos de idade. A incidência aumenta com a progressão da idade, atingindo até 30% nos homens idosos.

As diferentes causas de ginecomastia determinam a abordagem terapêutica mais apropriada. O uso abusivo de bebida alcoólica e maconha podem predispor ao desenvolvimento da doença. A causa mais comum é um aumento nos estrógenos, uma diminuição nos andrógenos, ou um déficit nos receptores androgênicos. Ou seja, os fatores hormonais constituem a causa principal desta disfunção.

Se a causa for puberdade, é melhor esperar pelo menos dois anos para a regressão espontânea ocorrer. Curiosamente, temos detectado que os garotos que modelam o corpo nas academias de ginástica desenvolvem a ginecomastia. Na pressa de resultados, ingerem esteróides, causando a deformidade, que só pode ser resolvida cirurgicamente. Existem outras causas de ginecomastia. Nos casos de homens de idade mais avançada, o uso de medicação no tratamento das úlceras gástricas, tumores da glândula mamária e alterações hormonais exigem uma maior investigação clínica.

A classificação da ginecomastia baseada nas necessidades cirúrgicas é a melhor. Para o planejamento cirúrgico, normalmente os especialistas preferem considerar três classificações:

Grau I: um botão localizado de tecido glandular que é concentrado ao redor da aréola que, geralmente, são fáceis de remover; tórax não gorduroso e não há excesso de pele.

Grau II: ginecomastia difusa em tórax com mais tecido gorduroso, onde as margens do tecido não são bem definidas. A associação com lipoaspiração do tecido gorduroso ao redor é freqüente.

Grau III: ginecomastia difusa com grande excesso pele. Estes pacientes necessitam incisões externas à aréola, na pele, ou reposicionamento do complexo aréolo-papilar ou as duas associadas.

Cirurgia e Técnicas Atuais

A técnica cirúrgica depende do tipo de ginecomastia e de sua severidade. Existem três técnicas, que podem ser utilizadas separadamente ou em combinação: lipoaspiração (a mais simples), lipoaspiração ultrassônica (considerada por muitos como o tratamento de escolha para a maioria dos casos) e mamoplastia redutora (nos pacientes com excesso de pele).

Os principais problemas relacionados ao tratamento cirúrgico da ginecomastia são irregularidades na superfície da mama e alterações no formato ou na posição do mamilo. O edema pós-operatório dura cerca de 7 a 10 dias e o déficit de sensibilidade local em geral é transitório, durando no máximo um ano na maioria dos casos.

A cirurgia consiste em um corte pequeno em forma de semicírculo na parte inferior da aréola (mamilo). A cicatriz não é aparente e fica praticamente invisível com o tempo. O cirurgião retira a glândula de consistência dura e aumentada, que deverá ser examinada por um patologista. Nos casos de ginecomastia gordurosa, a cirurgia pode ser feita com lipoaspiração da gordura mamária. Nesse caso, o nódulo que se palpa é pequeno e a correção pode ser feita através de um pequeno furo, por onde o profissional penetra a cânula.

A escolha de anestesia local ou geral é de preferência pessoal e depende em parte do tamanho da mama e da incisão. Em homens adultos mais velhos com grau I de ginecomastia, anestesia local é a mais fácil. Com grau II é mais difícil e anestesia geral é mais confortável.

A correção da ginecomastia grau I (localizada) é geralmente um procedimento cirúrgico simples. O grau II é mais difícil e apresenta uma série de problemas. Ondulações da pele torácica podem ocorrer após a cicatrização, podendo levar a depressão no centro ou nas periferias da lesão. A combinação entre cirurgia e lipoaspiração dá os melhores resultados.

A complicação cirúrgica mais comum é o hematoma. Pequenos hematomas são comuns após correção da ginecomastia grau II. Retração areolar pode ser evitada nos pacientes com grau I, mas é mais difícil evitar nos pacientes com grau II devido a natureza gordurosa do tecido encontrado. A sobra de pele é mais comum no paciente idoso que no jovem e pode ser corrigida secundariamente, já que muitos pacientes têm retração de pele satisfatória.

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Orientações pré-operatórias

Com a intenção de esclarecer algumas dúvidas, queremos passar orientações que julgamos importantes sobre a intervenção cirúrgica.

Período prévio à cirurgia

  • Discuta detalhadamente com o cirurgião o plano cirúrgico.
  • Esclareça o tipo de incisão e da anestesia.
  • Pergunte que tipo de modelador cirúrgico que você vai usar.
  • Sempre que houver algum impedimento para a realização da cirurgia já marcada avise imediatamente ao cirurgião ou a clínica.
  • Programe suas atividades sociais, domésticas ou escolares, de modo a não se tornar indispensável a terceiros, por um período de aproximadamente 2 semanas.

Recomenda-se:

  • Evite tomar aspirina ou remédios contendo AAS (ácido acetil salicílico) e vitamina E, pelo menos nas duas semanas que antecedem à cirurgia, pois poderá interferir no processo de coagulação. Isto inclui Ginko-Biloba.
  • Evitar todo e qualquer medicamento para emagrecer, que eventualmente esteja fazendo uso, por um período de 10 dias do ato cirúrgico. Isto inclui também certos diuréticos.
  • Evite tomar ou usar substâncias tóxicas ou drogas nas duas semanas antecedentes a cirurgia.
  • Não fume nos 15 dias que antecedem a cirurgia e nas duas semanas de pós-operatório, pois poderá haver retardo da cicatrização.
  • Providencie acompanhante para contato e para a alta da clínica (nome e telefone).
  • Comunique ao médico se tiver episódio de erupção de qualquer tipo de herpes.
  • Não se exceda em exercícios físicos, alimentos e não tome bebidas alcoólicas.
  • Recomendamos usar roupa de algodão no dia da cirurgia.
  • Comunique qualquer sinal de resfriado, conjuntivite, herpes ou infecções que surgirem na semana anterior à cirurgia. Nestes casos, o procedimento cirúrgico deverá ser transferido até a resolução do processo infeccioso.

Na Noite Véspera da Cirurgia

  • Tome banho geral usando sabonete anti-séptico (Sabofen ou similar).
  • Alimentação leve até meia-noite.
  • Evitar bebidas alcoólicas ou refeições muito fartas, na véspera da cirurgia.
  • Observar jejum total de 8 horas antes da cirurgia, inclusive água, cafezinho, balas e refrigerantes.

No Dia da Cirurgia.

  • Tome banho geral usando sabonete anti-séptico (Sabofen ou similar), com atenção especial para a região a ser operada.
  • Chegue à Clínica ou Hospital no horário marcado.
  • Tome somente a medicação prescrita.
  • Venha com roupas confortáveis e folgadas, que não precisem ser colocadas pela cabeça, pois serão usadas por ocasião da alta.
  • Traga uma pequena bolsa com objetos de uso pessoal.
  • Não traga jóias ou objetos de valor.
  • Ao chegar à Clínica ou Hospital, comunique na recepção o nome e o telefone do familiar ou acompanhante que virá buscá-lo.

Orientações pós-operatórias

  • Mantenha repouso relativo nos 4 primeiros dias.
  • Evite movimentos com os braços.
  • Não tire a malha elástica ou molhe o curativo neste período.
  • Siga rigorosamente a prescrição médica.
  • Não utilize outros analgésicos além dos recomendados.
  • Não dirija antes de 1 semanas.
  • A exposição ao sol pode ser feita após 30 dias gradativamente.
  • Os exercícios físicos moderados podem ser iniciados após 30 dias.
  • Natação, volei e musculação após 60 dias.
  • Qualquer dúvida entre em contato conosco. A Clínica Reviver de Porto Alegre está a sua disposição.



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