PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS DAS MAMAS
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RECONSTRUÇÃO DE MAMAS

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Dúvidas freqüentes


Objetivo

A mama representa a identidade feminina da mulher e a sua extração significa muitas vezes, uma mutilação extremamente dolorosa, tanto do ponto de vista físico quanto psicológico. Portanto, a sua reconstrução é de suma importância para recuperar a autoestima, auxiliar o tratamento do câncer e restabelecer o convívio social da mulher.

Existem várias técnicas que podem ser utilizadas e o bom resultado vai depender da experiência do cirurgião, do tipo de mama e do tamanho do tumor.

Podemos dividir a reconstrução de mama em dois tempos: a imediata e a tardia.

  • Imediata: É quando se realiza a primeira fase da reconstrução no mesmo ato em que a mama é retirada, seja na mastectomia parcial (quadrantectomia) ou na mastectomia total. Realizando a reconstrução imediata, o sentimento de perda do órgão é menor, pois a mama é prontamente restabelecida.
  • Tardia: Quando a reconstrução se realiza na paciente já mastectomizada e que ficou com sequelas estéticas.

No que se refere às técnicas de reconstrução, podemos dividi-la em 2 grandes grupos: prótese de silicone e tecidos próprios.

  • Prótese de silicone: indicada quando se mantém parte da mama ou quando o mastologista preserva a pele e os músculos peitorais. Em alguns casos, quando a quantidade de pele não é suficiente, utiliza-se previamente o expansor de pele (prótese inflável) para insuflar a pele e prepará-la para receber a prótese de silicone definitiva.
  • Tecidos próprios: é quando se realiza a reconstrução a partir do próprio corpo da paciente. No geral, utiliza-se a região do abdômen, que tem a maior quantidade de gordura e pele disponível. Outros locais, menos usados são as áreas das costas e das nádegas.

Reconstrução da aréola e do mamilo

Muitas vezes, a aréola e o mamilo são retirados durante a mastectomia. Sua reconstrução se realiza, geralmente 2 a 3 meses depois que se restabeleceu a forma da mama através da prótese de silicone ou dos tecidos próprios.

  • Mamilo: refeito na maioria das vezes, com parte do mamilo da outra mama, cartilagem da orelha ou com a pele da própria mama reconstruída. A escolha vai depender do tamanho do mamilo contra-lateral e das condições locais da pele.
  • Aréola: normalmente é reconstruída a partir da pele situada na região interna das coxas, que tem grande quantidade de melanina, ou através de tatuagem. A escolha vai depender das condições locais da pele e da técnica utilizada para reconstruir o mamilo.

Atualmente, com as técnicas disponíveis, podemos resolver quase todos os casos. Para a mulher, não há dúvida que a reconstrução da mama melhora a sua qualidade de vida e valoriza a sua auto-estima. Portanto, todos os esforços devem ser realizados para oferecer à paciente mastectomizada, a oportunidade de reconstruir a sua mama.

Considerações Técnicas*

Várias são as técnicas que podem ser utilizadas, independente da opção imediata ou tardia, e que são:

  • reconstrução mamária com expansores teciduais, seguido do uso de prótese
  • reconstrução mamária com retalhos miocutâneos de músculo grande dorsal e prótese
  • reconstrução mamária com retalho miocutâneo de músculos abdominais
  • reconstrução mamária com retalhos micro-cirúrgicos
  • reconstrução mamária com retalhos dermogordurosos de vizinhança e prótese

A escolha da técnica a ser utilizada vai depender principalmente:

  • das condições locais de pele e músculos (área que vai receber o expansor ou retalhos)
  • condições das áreas doadoras (costas, abdome, locais que cederão retalhos)
  • biótipo (características físicas de quem necessita da cirurgia)
  • forma e volume da mama oposta
  • forma do tórax
  • peso da paciente

Estes dados serão analisados pelo cirurgião a partir de sua própria experiência. Obedecidos estes fatores, consegue-se obter bons resultados, e devolve-se assim à paciente melhores condições de saúde, bem estar e integração social e profissional.

O pós operatório é normalmente tranqüilo e os fatores limitantes variam de acordo com o porte da cirurgia, como por exemplo nos casos das próteses e expansores, geralmente 01 dia de internação e restrição mínima, e no caso do retalho abdominal, uma grande cirurgia, com 03 dias de internação em média, e uma grande restrição de esforço físico, e boa recuperação em torno de 30 dias.

Os riscos são inerentes às condições de cada paciente, e aumentam proporcionalmente ao aumento do porte da cirurgia. Algumas destas cirurgias são feitas em um só tempo, e em outras 2 ou 3 tempos podem ser necessários. Em boas condições, a reconstrução mamária imediata permite a continuidade do tratamento (quimioterapia e radioterapia) sem prejuízo à paciente.

Em conclusão, a reconstrução mamária é um procedimento seguro, cada vez mais adotado devido à sua importância, e capaz de devolver à mulher o bem estar, a autoestima e a vontade de viver, traduzido pela qualidade de vida recuperada e pela eliminação da sensação de mutilação.

Fonte:
* Baseado no texto do Dr. Gilberto Luiz Gonzalez Monteiro para o site: http://www.cancerdemama.com.br

Tipo de Anestesia

A anestesia geral ou a peridural alta com sedação são recomendadas para a maioria das pacientes. Atualmente, com a evolução da medicina, os riscos inerentes a anestesia são relativamente pequenos. Desde que a paciente se encontre em bom estado de saúde, pode se submeter com tranqüilidade à qualquer tipo de anestesia.

Orientações pré-operatórias

Com a intenção de esclarecer algumas dúvidas, queremos passar orientações que julgamos importantes sobre a intervenção cirúrgica.

Período prévio à cirurgia

  • Discuta com o cirurgião os detalhes da cirurgia.
  • Sempre que houver algum impedimento para a realização da cirurgia já marcada avise imediatamente ao cirurgião ou a clínica.
  • Programe suas atividades sociais, domésticas ou escolares, de modo a não se tornar indispensável a terceiros, por um período de aproximadamente 2 a 3 semanas.

Recomenda-se:

  • Evite tomar aspirina ou remédios contendo AAS (ácido acetil salicílico) e vitamina E, pelo menos nas duas semanas que antecedem à cirurgia, pois poderá interferir no processo de coagulação. Isto inclui Ginko-Biloba.
  • Evitar todo e qualquer medicamento para emagrecer, que eventualmente esteja fazendo uso, por um período de 10 dias do ato cirúrgico. Isto inclui também certos diuréticos.
  • Evite tomar ou usar substâncias tóxicas ou drogas nas duas semanas antecedentes a cirurgia.
  • Não fume nos 15 dias que antecedem a cirurgia e nas duas semanas de pós-operatório, pois poderá haver retardo da cicatrização.
  • Providencie acompanhante para contato e para a alta do hospital(nome e telefone).
  • Comunique ao médico se tiver episódio de erupção de qualquer tipo de herpes.
  • Não se exceda em exercícios físicos, alimentos e não tome bebidas alcoólicas.
  • A menstruação não é impedimento à sua cirurgia, mas de preferência programe-a para fora do período menstrual.
  • Recomendamos usar roupa de algodão no dia da cirurgia.
  • Comunique qualquer sinal de resfriado, conjuntivite, herpes ou infecções que surgirem na semana anterior à cirurgia. Nestes casos, o procedimento cirúrgico deverá ser transferido até a resolução do processo infeccioso.

Na Noite Véspera da Cirurgia

  • Tome banho geral usando sabonete anti-séptico (Sabofen ou similar). Lave com especial atenção a região do peito, axilas e mamilos.
  • Depile a região axilar, com cuidado, evitando ferimentos ou arranhões.
  • Alimentação leve até meia-noite.
  • Evitar bebidas alcoólicas ou refeições muito fartas, na véspera da cirurgia.
  • Observar jejum total de 8 horas antes da cirurgia, inclusive água, cafezinho, balas e refrigerantes.

No Dia da Cirurgia.

  • Tome banho geral usando sabonete anti-séptico (Sabofen ou similar), com atenção especial para a região do peito e axilas.
  • Chegue à Clínica ou Hospital no horário marcado.
  • Não esqueça de levar para o hospital os seus exames pré-operatórios e o sutiã modelador recomendado pelo cirurgião.
  • Tome somente a medicação prescrita.
  • Não use cremes ou maquiagem e deixe pelo menos uma unha sem esmalte ou base.
  • Venha com roupas confortáveis e folgadas, que não precisem ser colocadas pela cabeça, pois serão usadas por ocasião da alta.
  • Traga uma pequena bolsa com objetos de uso pessoal.
  • Não traga jóias ou objetos de valor.
  • Ao chegar ao Hospital, comunique na recepção o nome e o telefone do familiar ou acompanhante que virá buscá-la(o).

Orientações pós-operatórias

  • Mantenha repouso relativo nos 8 primeiros dias.
  • Evite movimentos com os braços em excesso, principalmente nos 10 primeiros dias. Isto é importante para uma boa cicatrização.
  • Não tire o sutiã ou molhe o curativo neste período.
  • Siga rigorosamente a prescrição médica.
  • Não utilize outros analgésicos além dos recomendados.
  • Alimentação normal (salvo casos específicos que receberão a devida orientação), a partir do segundo dia, principalmente à base de proteínas (carnes, leite, ovo) e vitaminas (frutas).
  • Voltar ao consultório para curativos subseqüentes e controle pós-operatório nos dias e horários estipulados.
  • Após a retirada dos pontos, permanecer com o curativo de micropore por mais duas semanas.
  • Uma vez retirado o curativo, massagear as cicatrizes com o creme receitado pelo médico durante 3 meses.
  • Não se preocupar com as formas intermediárias das mamas nas diversas fases de evolução do pós-operatório. O resultado final será verificado cerca de 12 meses após a cirurgia. Tire com seu cirurgião suas eventuais dúvidas.
  • Não dirija antes de 3 semanas.
  • Provavelmente você estará se sentindo tão bem a ponto de esquecer-se que foi operada recentemente. Cuidado! Esta euforia pode levá-la a fazer esforços prematuros, o que determinará certos transtornos.
  • A exposição ao sol pode ser feita após 30 dias gradativamente.
  • Os exercícios físicos moderados podem ser iniciados após 45 dias.
  • Natação, volei e musculação após 90 dias.



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